Amarante acolheu entrega de equipamentos para reforçar prevenção de fogos rurais
O Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, e o Secretário de Estado das Florestas, Rui Ladeira, estiveram esta terça-feira, 15 de setembro, em Amarante, onde decorreu a cerimónia de assinatura de protocolos de cedência entre o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e oito Municípios. Cada autarquia recebeu um trator destinado a reforçar a capacidade de intervenção na gestão de combustíveis e na prevenção de incêndios rurais, numa iniciativa que contou também com a presença dos Presidentes e representantes dos Municípios abrangidos.
Na sessão, o Presidente da Câmara Municipal de Amarante, Jorge Ricardo, destacou a importância do reforço da capacidade dos Municípios e da cooperação entre a Administração Central e o poder local. “Hoje é mais um dia importante, não só para Amarante, mas para os diversos Municípios, que hoje aumentam a sua capacidade de resposta na gestão e prevenção de fogos rurais”, afirmou.
Jorge Ricardo sublinhou ainda a importância da escolha de Amarante para acolher a iniciativa, considerando que a presença do Governo no concelho constitui “um sinal da importância que deve ser atribuída à floresta e aos territórios que, como o nosso, convivem diariamente com uma realidade exigente do ponto de vista da prevenção e da gestão do risco”.
Com cerca de 30 mil hectares, dos quais aproximadamente 70% correspondem a espaços florestais, Amarante apresenta uma forte componente rural e uma extensa área de elevado valor ambiental e paisagístico, marcada pelas serras do Marão, da Meia Via e da Aboboreira.
A dimensão da área florestal traduz-se também numa responsabilidade acrescida ao nível da prevenção. Em 2024, o concelho registou 129 ocorrências e mais de 1.500 hectares de área ardida, enquanto em 2025 foram registadas cerca de 90 ocorrências, com aproximadamente 600 hectares de área ardida.
“Estes números apenas demonstram que a prevenção tem de ser um trabalho realizado durante todo o ano, de forma planeada e continuada”, salientou o Presidente da Câmara, dando conta do trabalho desenvolvido pelo Município na gestão do território.
Através do protocolo estabelecido com a Associação Florestal Entre Douro e Tâmega, o Município de Amarante já intervencionou cerca de 200 hectares de faixas de gestão de combustível ao longo da rede rodoviária da sua responsabilidade, identificada no Programa Municipal de Execução.
Considerando o conjunto das intervenções realizadas pelo Município, pelas restantes entidades com responsabilidades na gestão florestal e pelos proprietários privados, foram já intervencionados cerca de 800 hectares no concelho.
O novo equipamento vem reforçar este trabalho e juntar-se aos meios que têm estado ao serviço da Comunidade Intermunicipal, permitindo melhorar a execução dos trabalhos de gestão de combustível e manutenção do território.
O Presidente da Câmara destacou ainda a importância de uma estratégia de proximidade e articulação entre os diferentes agentes que intervêm no território, nomeadamente o Município, o ICNF, as Juntas de Freguesia, os Baldios, proprietários e produtores florestais, associações florestais, Bombeiros e Guarda Nacional Republicana.
Neste âmbito, o Edil apontou como exemplo a Operação de Patrulhamento Florestal da Serra do Marão, apresentada em julho pelo Município em conjunto com a GNR, que permite reforçar a presença no território através de patrulhamento a cavalo e de bicicleta, incluindo em zonas de difícil acesso.
“A experiência dos últimos anos ensina-nos que temos de continuar a reforçar a capacidade de resposta dos nossos territórios, e sobretudo, a investir cada vez mais na prevenção. Não conseguimos evitar todas as ocorrências, mas podemos preparar ainda melhor o território, criando condições para uma resposta mais rápida e mais eficaz”, afirmou.
O Presidente do Município reforçou, por fim, o compromisso em continuar a investir na gestão sustentável da floresta e na prevenção dos incêndios rurais, mantendo a cooperação com o Governo, os municípios vizinhos, o ICNF e todos os agentes com responsabilidades na proteção do território.
“Cuidar da floresta, investir na prevenção, é acima de tudo, proteger as pessoas e garantir um futuro mais seguro para os nossos territórios”, concluiu Jorge Ricardo.